A música Eletrônica orfã: Adeus a Avicii

Avicii, nome artístico de Tim Bergling, é mais uma vítima do cruel mundo da fama. Do estouro em 2011, com o single Levels, à morte nesta sexta-feira (20/4), foram sete anos de turnês, apresentações e muitos hits.

O artista sueco cresceu junto ao movimento da Eletronic Dance Music (EDM) – vertente mainstreaming da música eletrônica que tomou de assalto o mundo pop. Ao longo de sua meteórica trajetória, Avicii acumulou números impressionantes.

O legado musical do DJ e produtor impressiona pela lista de hits, com destaque para Levels (certamente a faixa mais popular), Hey Brother, I Could Be The One, Wake Me Up, For A Better Day e Fade Into Darkness.

O sucesso se reverteu em grana. Entre 2012 e 2016 – ano em que anunciou a aposentadoria –, o músico esteve na lista dos DJs mais bem pagos do mundo. Somente nos últimos 12 meses da carreira, ele faturou US$ 14,5 milhões.

DJ e produtor da Federal Music, Raul Mendes reforça a importância de Avicii no cenário musical. “Ele era um gênio moderno. Um dos melhores desta geração. Realmente se preocupava com música, era o rei das melodias marcantes e dos vocais emotivos”, disse em entrevista ao site Metrópoles.

A lista de parcerias com astros pops engloba Rita Ora, Lenny Kravitz, Madonna e Aluna George. “Foi uma perda precoce. A música eletrônica perdeu um grande artista, um DJ que influenciou todo mundo com seu estilo”, comenta o artista brasiliense Matheus Hartmann.

 

So Sad……. So Tragic. Good Bye Dear Sweet Tim. 💙 Gone too Soon. #avicii

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Avicii era pioneiro no movimento contemporâneo conhecido como EDM (“Eletronic Dance Music”) e um dos poucos DJs capazes de lotar arenas em qualquer parte do mundo. Ele venceu dois MTV Music Awards e foi indicado duas vezes ao Grammy. Entre seus hits, estão Wake Me Up!, The Days e You Make Me.

 

O artista já havia sofrido uma pancreatite aguda no passado, em parte devido ao consumo excessivo de álcool. Depois de operações, em 2014, Avicii cancelou uma série de shows para se recuperar. “Tem sido uma jornada muito louca. Comecei a produzir quando tinha 16 anos e a fazer turnês quando tinha 18. Desse ponto em diante, pulei nisso 100%”, disse ele à Billboard em 2016.

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