Magno Malta, o politico que odeia Gays e defende a “entidade família” tem sua família atolada na corrupção

Já ouviram falar no senador Magno Malta? Da tribuna do Senado costuma ser mais pirotécnico que o ex-senador Mão Santa, como se almejasse substituir apresentadores de calibre sensacionalista aguçado. Magno Malta (PR-ES) pertence a chamada bancada evangélica, cujo líder é o deputado fluminense Garotinho. Sua posição política frente aos movimentos sociais sempre pontuou pelo proselitismo religioso. É o perfeito exemplo da hipocrisia reinante entre os semeadores do ódio e do preconceito e totalmente incapaz de lidar com situações que vão de encontro aos seus preceitos enraizados e, naturalmente, retrógrados.

Recentemente o senador Magno Malta afirmou que abandonará o Legislativo (renunciará) se for aprovada a proposta que criminaliza a homofobia. “Se o projeto de lei 122, que excita a criação de um terceiro sexo, for aprovado, com dignidade de cristão, renuncio do mandato de senador”, disse. Trata-se do PLC122.

Malta é Presidente da ‘Frente Parlamentar em Defesa da Família Brasileira’. A defesa da família até pode ser a brasileira, mas a família do senador… bom, a família do senador será definida com mais propriedade pelo amigo leitor.

O irmão de Magno Malta esteve no centro da corrupção que assolou o Ministério dos Transportes. Mauricio Pereira Malta foi emplacado no cargo de chefe da assessoria parlamentar da autarquia pelo senador Magno Malta, seu irmão. O parlamentar também indicou o titular da Diretoria de Infraestrutura Ferroviária (DIF), o delegado aposentado Geraldo Lourenço de Souza Neto. O Jornal Correio Braziliense apurou que a DIF é uma área de influência de Malta. No fim de 2009, conforme dados disponibilizados pelo Dnit em seu site, estavam em vigência contratos para obras ferroviárias no valor de R$ 258,9 milhões, todos no âmbito da DIF.

Na relação dos integrantes da diretoria-geral, o nome do irmão de Magno Malta é o quarto no organograma, atrás apenas do diretor-geral afastado, Luiz Antonio Pagot, da chefe de gabinete e do assessor do diretor.

Para ser coerente, Malta precisa assumir que a sua concepção de ‘Defesa da Família Brasileira’ inclui, além da defesa do ódio contra os homossexuais, a defesa da picaretagem e da corrupção. Digno seria se agora ele resolvesse renunciar, isto sim, com sua família prestes a sucumbir numa maré de ilicitudes.

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