O Fim da indústria Pornô

Quando falamos de erotismo nos deparamos com a banalidade do prazer, algo que parte da particularidade, em direção ao coletivismo alienado pelo sexo e por prazer.

Um universo de fetiche, escolhas e polêmicas; considerado por muitos como um lugar onde se ganha dinheiro fácil.

Erótico o moço sedutor, um corpo sensual, algo desejado até mesmo pelos “deuses”; um ser criado para eliminar a razão e plantar o devaneio, algo oticamente visto e desejado por milhões de gays, curiosos e bissexuais e afins.

Quem nunca foi atraído por este boy magia? Quem nunca desejou sentir o poder deste profissional do sexo que invade nossos lares?

Ele é visto como um ser perfeito desejado sem censura, um “homem gostoso” e nu que faz sexo totalmente selvagem. Seu poder provoca uma ruptura do controle dos desejos, que passa ser o próprio indivíduo e não parte dos desejos que um indivíduo controla.

Mas quem são os personagens do mundo pornográfico?

Drogas, prostituição, preconceito e múltiplos conflitos são o que homens e mulheres encontram neste mercado.

No século XXI a indústria pornô que gerava milhões, vem sofrendo um declínio com a pirataria e com os meios tecnológicos como a internet que oferece acesso gratuito aos filmes adultos; tornado fácil o acesso dos mesmos, mas ao mesmo tempo torna-se difícil a sobrevivência dos profissionais que vivem deste mercado.

Segundo Diógenes Muniz “o trabalho do garoto de programa deixou de ser uma opção provável e se tornou uma necessidade para atores de filmes pornográficos que trabalham no Brasil. Com a venda de DVDs pornôs em baixa, a indústria do sexo tenta se reinventar. O aumento da pirataria e o surgimento de novas opções para quem procura conteúdo sexual na rede –como os strippers virtuais– tirou o mercado de atores e produtoras pornôs. Homens com trabalhos comuns largaram tudo para faturar com shows interativos na web. Dizem ganhar até R$ 10 mil por mês, sem sair de casa ou ter contato físico com clientes. São encontrados às dezenas em salas de bate-papo e serviços de buscas.

Resultado: “Uma cena que valia R$ 1 mil hoje vale R$ 500. Não tem como aceitar”. Não dá para se sustentar só com filme [pornô] no Brasil”.

A Queda na venda de DVDs, pirataria violenta, conteúdo gratuito e economia frágil… É o pior momento desta indústria em 25 anos“, apontou o jornal norte-americano “USA Today”.

As produtoras estão parando porque este mercado [de DVDs] está acabando“, diz Valter José, filósofo especialista em Kant e diretor de filmes pornôs. “Hoje, o formato do pornô no mundo inteiro já combina com a internet“.

O sexo como profissão nunca foi visto com bons olhos pela sociedade. Na particularidade os filmes são vistos como diversão, onde faz o prazer viver o homossexual o qual é afogado por um momento embriagante e “torturante”; uma tortura desejada e procurada por uma grande parcela dos seres humanos que se dizem “racionais”, no entanto a erótica destrói o saber e o bem viver e acima de tudo consegue em minutos romper com os princípios que formula o nosso ser; no entanto na concepção coletiva da sociedade os filmes são vistos como algo negativo e obscuro.

Podemos matar a curiosidade e até mesmo encontrar com aquela cara chamada erótico a qual falamos no decorrer do texto, mas precisamos ter a sabedoria para não tornarmos parte das loucuras realizada por ela. As produções aguçam a curiosidade de “todos”, mas não podemos esquecer que por trás do sexo macabro que provoca prazer em seus telespectadores, se esconde seres humanos que sem “pudor” e de forma “natural” se tornam parte deste mercado obscuro do mundo pornô.

Neste contexto de sexo, prazer, filmes e erotismo; deparamos com homens que sonham e que também são profissionais que compõem a sociedade.

Mesmo em meio aos preconceitos sociais não podemos esquecer que os atores de filmes pornográficos são profissionais seja por prazer, curiosidade ou em nome da sobrevivência os mesmos merecem o nosso respeito.

Afinal, o sexo sempre foi “virtual”, pois o mesmo faz parte da nossa fantasia, da irrealidade que prazerosamente nos contempla como seres humanos.

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