Na Bahia, Universidade é acusada de homofobia após demissão de professor.


O professor de Direito Civil, Gilberto Romano, entrou com uma ação na Justiça contra a Universidade Católica de Salvador que o teria demitido após assumir publicamente sua união homoafetiva. Audiência de instrução sobre o caso ocorreu em 23 de abril na 25ª Vara da Justiça do Trabalho.

A suposta demissão homofóbica teria ocorrido no final de 2016. Em outubro daquele ano, o professor oficializou sua união com outro homem e divulgou em suas redes sociais. Pouco depois, em dezembro, a universidade o demitiu sob alegação de que estava precisando conter despesas. Romano atuava na instituição há três anos e estava escalado para lecionar no semestre seguinte, 2017.1.

A acusação de homofobia ocorre porque na época a Ucsal anunciou que estava tramitando a abertura do curso de Mestrado em Direito, e um dos questionamentos feito pelo professor e seus alunos foi sobre a incoerência de demitir um professor do curso ao mesmo tempo em que se abre novas vagas.

Outra situação que aponta para uma demissão homofóbica é que, três dias antes de ser demitido, o professor de Direito havia dado entrada no RH da mesma instituição solicitando uma bolsa de estudos para o seu companheiro, levando ao setor a certidão de união estável.

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